sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tire a Máscara !



A MÁSCARA

Quantas profundezas há no humano e quantas delas são máscaras.
Quanto disso é escudo, quanto disso é carne viva.
Quanta dor é cena, quanto é aço real
Enfrente cada máscara, desafie cada profundeza.
Aponte o meu abrigo, quebre minhas muletas, encontre o ponto fraco.
Analise meus complexos, destaque a inconsistência, confirme a veracidade.
Catalogue as mentiras, traduza a mente, refaça a ordem , articule relações.
Em preto e branco, a solução do enigma!

Diga onde está o refúgio, ilumine meus recônditos,
exponha meus medos, esmantele as certezas.
Refaça minhas dúvidas, realce o evasivo em cada máscara.
Explique seu reflexo em cada cor do sentir, exponha uma existência
até o abismo infinitesimal que remete ao meu âmago como um frio na espinha, um além-das-aparências.
Distinga as entrelinhas, delineie as nuances e nelas perceba as portas.
Invente as suas chaves, equacione meu tesouro e me revele a solução pulsando na vivência esquecida num quarto silente como uma criança triste, suja e cansada sem que haja abrigo
nos braços da solidão onde só sobrevive esperança misturada ao pó e às lágrimas, esperando uma chance de falar Pela boca de outrem.

André Díspore Cancian

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